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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Reunião de Pais precisa ser tensa ou tumultuada?

Lidar como ser humano não é uma tarefa fácil. Para o Professor isso fica ainda mais difícil quando chega o momento da Reunião de Pais, que é um momento carregado de muita tensão emocional.
Para você brilhar na próxima Reunião de Pais, aqui vão algumas dicas para você usar:

1.     CONVIDE O PAI E A MÃE: Encoraje ambos os pais para que venham na Reunião de Pais. Mal-entendidos serão evitados se ambos os pais ouvirem o que você tem a dizer.
2.     ESTABELEÇA e firme contato muito antes da Reunião de Pais. Informe sempre aos pais o que os filhos devem estudar, quando tem lições e trabalhos para entregar, e principalmente, mantenha-os sempre informados a respeito das dificuldades e progressos do aluno. Jamais deixe para dar esse feedback apenas depois que as notas estiverem fechadas.
3.     REUNIÃO SEM PRESSA: Jamais faça reunião com pressa. Planeje o tempo que for necessário de modo que todos os assuntos sejam abordados de maneira apropriada. Quando a Reunião de Pais for individual, 20 a 30 minutos é adequado.

4.     ESTEJA PRONTA para todo tipo de perguntas. Esteja preparada para responder todo o tipo de perguntas que os pais venham a ter. Ocorrerão perguntas específicas, difíceis ou ainda as indelicadas. Mantenha sempre o domínio das suas emoções e o bom humor. Jamais leve para o lado pessoal.

5.     TENHA SEMPRE SEUS REGISTROS organizados com antecedência. Tenha sempre em mãos e organizados: Diários de classe, anotações feitas na agenda do aluno, relatórios, provas/trabalhos realizados pelo aluno, e quaisquer outros registros pertinentes ao assunto em pauta. Deste modo você terá como comprovar as suas afirmações.

6.     RETIRE TODAS AS BARREIRAS FÍSICAS. Os Pais não são seus alunos, por isso jamais coloque-os para sentarem-se nas carteiras enfileiradas, ou até mesmo nas carteiras da sala do prezinho. Arrume o lay-out da sala de aula de um modo que todos possam ver uns aos outros (Ex. em semi-circulo, ou circulo).

7.     INIMIGA X PARCEIRA: Se você quiser ficar com a fama de inimiga no. 1 dos Pais é só concentrar nos DEFEITOS do aluno. A solução para ser parceira dos Pais é concentrar nos TALENTOS, e quando houver problemas, foque nas NECESSIDADES do aluno. Falar para os Pais: “seu filho é indisciplinado e só arruma briga com os amigos”, é diferente de: “constatei que o João apresenta dificuldades em relacionar-se com os amigos, por isso gostaria de discutir algumas sugestões para ajudá-lo a superar esta questão”.

8.     SEJA ESPECÍFICA NOS COMENTÁRIOS: Os Pais podem se perder nos comentários generalizados. Ao invés de dizer “Ela não assume responsabilidades”, focalize no problema apontando “Maria teve a semana inteira para terminar o trabalho, no entanto ela apenas escreveu e entregou dois parágrafos”.

9.     OFEREÇA UM PLANO DE AÇÃO PARA OS PAIS: Muito mais que receber orientações, os Pais apreciam ter um plano de ação para seguir. Assim, se a Maria não é responsável, será apreciado sugerir aos pais dar a ela uma lista de tarefas semanais ou ainda permitir que ela encarregue-se de tomar conta do bichinho de estimação. Quando você oferece conselhos, faça com que os pais saibam que você está apenas fazendo uma sugestão e caberá a eles escolher as melhores estratégias conforme o perfil da família. Se precisar de mais ajuda consulte as dicas no blog http://www.comoeducarosfilhos.com.br

10. ESQUEÇA O PEDAGOGUÈS: Jamais utilizar-se do “pedagoguês” com frases do tipo: “a coordenação motora fina”, “o processo de ensino aprendizagem”, “está na fase silábica-alfabética”, são frases sem sentido para muitos Pais.

11. DOMÍNIO PRÓPRIO: Pode ocorrer de você deparar-se com Pais que mostram-se abusivos ou hostis. Jamais fique na defensiva, pois isso revela fraqueza e insegurança, e coloca em dúvida tudo o que você tiver que falar adiante. Tente não ser rude, qualquer que seja a provocação ou o comentário sarcástico. Ouça de modo polido e educado. Se esta situação ocorrer durante a Reunião de Pais  Bimestral, proponha aos Pais agendar horário específico para tratar em particular. Verifique com a Escola qual o procedimento adotado.

12. FOCALIZE NOS PONTOS FORTES: É muito fácil para os Pais sentirem-se na defensiva, pois muitos deles se veem nos filhos. Você poderá ajudar se levantar as áreas onde estão os pontos fortes do aluno e as áreas que precisam ser melhoradas, ao invés de criticar e apontar apenas as fraquezas.

13. USE A LINGUAGEM CORPORAL A SEU FAVOR: A linguagem não verbal pode ser sua aliada ou sua inimiga. O seu corpo fala, e expressa sempre o que você sente e pensa. É esta linguagem que os Pais estarão atentos, antes mesmo de você começar a falar.

14. ENFOQUE NA COLABORAÇÃO: Faça com que os Pais saibam que você quer trabalhar em aliança com eles, no melhor interesse da criança. Um comentário do tipo “Você precisa comparecer na escola o mais rápido possível para discutirmos as dificuldades do João”, apenas inflama hostilidade nos Pais. O seguinte comentário diz a mesma coisa de um modo mais proativo: “Constatei que o João está encontrando algumas dificuldades, então gostaria de conversar com você para que juntas possamos encontrar as melhores alternativas para ajudá-lo a superar esses problemas”.

15. OUÇA O QUE OS PAIS TEM A DIZER: A despeito do fato de que nós gastamos um terço de nossas vidas ouvindo, muitos adultos são péssimos ouvintes. Para que você obtenha o máximo em qualquer Reunião de Pais de Pais procure realmente ouvir o que eles dizem e principalmente COMO eles dizem. Observe a linguagem corporal deles. Você vai se surpreender com os aprendizados que vai tirar dessas observações.

16. CONCENTRE-SE NA SOLUÇÃO, NUNCA NOS PROBLEMAS: Idealmente falando todas as reuniões de pais deveriam apenas abordar coisas positivas, os sucessos e as conquistas. Realisticamente falando, a situação é bem diferente. As reuniões de Pais acontecem porque existem problemas. Entretanto todas as reuniões poderão transcorrer dentro da cordialidade e paz sempre que você focar nas soluções ao invés de ficar se concentrando no problema do aluno. Discuta o que você e os Pais podem fazer para ajudar a melhorar ou resolver a situação. Estabeleçam, juntos, um Plano de Ação com tarefas para todos realizarem (Você, os Pais, e o Aluno)

17. FECHAMENTO: Antes que a Reunião de Pais finalize, faça o fechamento da conversa e deixe claro quais ações você e os pais decidiram implementar.

18. MANTENHA UM REGISTRO DA REUNIÃO DE PAIS: Será muito útil você manter um breve relato do que foi discutido na reunião. O que foi dito, sugerido, e estabelecido para ser realizado. Após a reunião, faça as anotações enquanto os detalhes ainda estiverem frescos na memória.
Como você pode observar, interagir com as pessoas requer lidar com uma alta carga de emoções que envolvem expectativas, frustrações, medos e incertezas, por isso esteja atenta a essas dicas e você vai arrasar na próxima Reunião de Pais.


Lido em http://martinsramos.blogspot.com.br/search?updated-min=2016-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2016-10-23T08:27:00-07:00&max-results=50&start=20&by-date=false

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Para reunião de Pais

in: http://www.editoradobrasil.com.br/educacaoinfantil/material_de_apoio/parceria.aspx

 Parceria com as famílias

Orientações para pais e mestres

Trabalhe sempre com a colaboração dos pais. A troca de informações, em reuniões e atividades que integram família e escola, deve ser estimulada desde o início do ano letivo.
Os responsáveis por essas crianças devem se lembrar de que elas têm necessidade de:
  • amar e ser amadas;
  • receber e oferecer;
  • receber elogios por suas atitudes positivas, para que se sintam importantes e seguras.

Sua participação é valiosa

O papel dos pais é decisivo para o bom desempenho dos filhos na escola e no meio social. Algumas pesquisas comprovam que, para o bom desempenho escolar, nada melhor que o incentivo familiar.
Para despertar a curiosidade intelectual do aluno e cultivar seu apreço pelo estudo, não existe uma fórmula mágica, pois devem ser consideradas as variáveis envolvidas: talento individual, estímulos providenciados pela escola e ambiente favorável ao aprendizado em casa. Apesar disso, é importante que tenhamos claro qual é o fator que causa mais impacto no progresso do aluno: a interferência da família.
Essa interferência se resume em boas e simples práticas apresentadas a seguir, para os pais.

1. Conhecer a escola já no início do ano

É o momento de tirar as dúvidas sobre o conteúdo com o qual a escola trabalha, como é esse trabalho e o que pretende para o ano. Essas informações serão essenciais para você poder acompanhar o desenvolvimento de seu filho e, se necessário, cobrar o cumprimento de tais metas.

2. Participar da reunião de pais

A reunião é a oportunidade de você tornar visível sua participação e compreender o encaminhamento das aulas. Além disso, você demonstrará a seu filho interesse, contribuindo para o envolvimento dele com a escola.

3. Conversar sobre a escola

Tratar o estudo como algo agradável e integrado ao dia a dia das pessoas eleva o interesse dos alunos. Ao propiciar um ambiente favorável à educação, o estudo deixa de ser um fardo para se tornar um prazer.

4. Acompanhar o relatório de avaliação

Estar atento aos resultados de desempenho de seu filho é também aspecto relevante nessa caminhada. Receber o relatório de avaliação e discuti-lo com ele, deixando claro que você acompanha o que está acontecendo, elogiando quando o resultado for positivo e buscando alternativas junto com a escola quando o resultado não for o esperado, é o caminho para manter ou melhorar o aproveitamento de seu filho.
  • © Joaquín Salvador Lavado (Quino). Toda Mafalda, São Paulo: Martins Fontes, 1991.

5. Cuidar do cumprimento das tarefas de casa

É extremamente importante que se mostre ao filho o papel da tarefa na aprendizagem. Você deve monitorar diariamente a execução do dever de casa. É assim que se estabelecerá a rotina de estudos, com horário e local determinados.

6. Reservar um lugar tranquilo para os estudos

O ambiente também interfere nos resultados da aprendizagem. Para que essa interferência seja positiva, providencie o mínimo necessário: mesa, cadeira, boa iluminação e distância da televisão. Se seu filho estiver concentrado, aprenderá mais e errará menos.

7. Ter livros em casa

Um aspecto primordial para o progresso da formação de seu filho é a oportunidade de ler e ter contato com a leitura. Procure ter livros em casa para que ele adquira o hábito de folheá-los, lê-los e interpretá-los. Eles não só aumentarão seu vocabulário de maneira espantosa como também lhe proporcionarão novos conhecimentos ao assimilar informações de todas as áreas.

8. Preservar o tempo livre

Reserve tempo para seu filho brincar, lembrando que esse também é um momento precioso para o aprendizado. Brincando, ele também aprende, pois muitas vezes as representações na brincadeira remetem-no a situações reais que exigem soluções e ações imediatas.
Essas práticas foram sugeridas por profissionais especialistas, com base em estudos e participação no meio educativo. Comprovadamente, cada uma dessas práticas aqui sugeridas faz a diferença nas diversas etapas escolares.
Invista e comprove o resultado.

Disciplina X mau comportamento

Dizer “sim” a tudo que os filhos querem é a porta de entrada para a má educação e o autoritarismo da criança, que serão transferidos para o mundo externo: a escola e as relações com outras crianças.
É cada vez mais frequente o número de queixas sobre o mau comportamento dos alunos em sala de aula e na convivência com os colegas em outros espaços da escola. Professores levantam questões sobre a indisciplina e a falta de limites, fruto de uma educação refém das normas e determinações da criança.
A escola também tem seu papel nessa batalha diária de educar uma criança indisciplinada. Ela ocupa grande parte do tempo dessa criança e trabalha na superação do seu mau comportamento por meio de uma boa formação. Busca ensiná-la a respeitar professores e colegas, direcionando-a para um comportamento menos agressivo e indisciplinado, de maneira que obrigatoriamente alcance o objetivo a que se destina a educação escolar: formar cidadãos competentes e participativos, que se respeitem e contribuam para o bem social.
E o que cabe aos pais nessa trajetória?
Aos pais cabe, em primeiro lugar, conscientizarem-se do seu verdadeiro papel na vida dos filhos, deixando o cansaço de lado e não cedendo a tudo que eles querem ou exigem. A preocupação em não frustrar os filhos leva os pais a ceder aos impulsos deles, perdendo assim o domínio da disciplina familiar, ou seja, o respeito básico que servirá mais tarde para o adolescente e o jovem aceitarem regras e normas na escola ou fora dela.
No decorrer da vida dos filhos, essa atitude acarretará problemas de relacionamento e convivência. O excesso de tolerância pode passar a imagem de indiferença e falta de amor. Surgem então a insegurança e a agressividade como autodefesa em ambientes fora de casa, que eles não dominam e cujo espaço não mais lhes pertence.
A disciplina dos filhos deve ser uma meta bem traçada e definida. É uma atitude de amor dos pais que mais tarde se mostrará a eles como o fundamento de tudo o que conquistaram na vida.
Estabelecer limites e disciplina requer paciência e firmeza. Os filhos devem ser preparados para a vida e para o que ela vai lhes exigir. A criança deve saber lidar com frustrações, pois ela não conseguirá tudo nem vencerá sempre.
A formação é o espelho do futuro. A família e a escola devem estar preparadas para educar a criança de maneira que ela possa enfrentar os desafios da vida e superá-los sem medo, com força e respeito.
Desse modo, os pais contribuem para a felicidade e a dignidade dos filhos em comunhão com a sociedade, zelando por elas.
Ilustrações: Silvana Rando; Ron Chapple Studios/Dreamstime.com.